14 de out. de 2011
Ah Tá!!!!!
11 de set. de 2011
Asas...

Minha alma livre...
asas grandes brancas espantando as cinzas de um vulcão machista...
Quero pessoas de iniciativa,
por isso as asas asas batem forte...asas que varrem medo e covardia...
Prefiro meus próprios pés a me levar onde quero.
Escondo minhas asas durante o dia...
no meio dos humanos normais...
enlatados...
dentro do quadrado...
que assistem TV no domingo...
que tem medo de tumulto...
som alto,bebidas fortes,risadas altas e beijos desconhecidos...
Sou de uma cor diferente...
A maioria é cinza e bege...
Vivem de forma covarde...se escondem em casamentos infelizes e empregos seguros.
29 de mai. de 2011
Folha em branco

caminho livre...
sem troncos...
sem pedras...
Poucas pessoas conseguem ....elas se misturam...
se embaralham e perdem a identidade.
Quem sou eu?
Quem é o outro?
Tipo a personagem Maggie em Noiva em Fuga...
ela comia os ovos igual aos noivos...
Vc já parou para pensar: como vc gosta de "comer seus ovos" ?
16 de mai. de 2011
VOLTEIIIIIII

4 de dez. de 2008
Torcida da vida
Recebi hj por email esse maravilhoso vídeo!
Ele dispensa qualquer comentário meu a respeito...
30 de nov. de 2008
Devolve, moço!!

Ana Cañas
Existe aqui uma mulher
A vida é AGORA!

Raul Seixas
23 de nov. de 2008
Nossas histórias em desenhos - parte 4
Esse post é muito especial e muito delicado também, porque trata de sentimentos fortes e cheios de conflitos.Então vou mostrar para vcs um belo texto do Gustavo Gitti:
Suspensão: agora é a cozinha que recepciona o êxtase. Começa metendo por cima da mesa de vidro, mas logo ele a levanta. Ali tudo faz sentido, tudo repousa. É a posição preferida dela: suspensa, entregue, sem nenhum pé no chão, menina e mulher, segurando e se soltando. Ele apoia o pé esquerdo na cadeira e com a coxa levanta a perna direita dela (a esquerda é sustentada pelo seu braço direito). Ela hesita, não sabe se ele aguentará o peso. Levemente, ele a joga para cima. Ela cai, ele fundo dentro. Ela confia. Não há mais por que hesitar.
O filósofo David Loy sugere a idéia de que nós evitamos o vazio (”avoid the void”), de que nosso medo e ansiedade surgem da possibilidade de nosso eu não ser real, de nossas identidades não serem tão sólidas como imaginamos. Segundo ele, buscamos existir e nos tornarmos reais por meio do dinheiro, da fama, do amor romântico e da tecnologia. Procuramos por alguma base para fixar os pés e ali nos sentimos protegidos. O pessoal do trabalho nos concede qualidades, nosso parceiro amoroso nos elogia, somos irresistíveis pelo MSN, compramos roupas e gadgets que nos deixam vivos diante da sociedade.
É impressionante como colocamos energia e vinculamos nossa felicidade a elementos impermanentes (uma pessoa, uma instituição, uma casa, uma cidade, nosso corpo): quando eles flutuam, oscilamos; quando desabam, morremos junto. Por termos medo de viver sem bases, nos agarramos a bases frágeis, como se elas fossem seguras e eternas.
Quando entramos em crise, somos como o Coiote (Wile E. Coyote) que, ao fugir do Papa-Léguas (RoadRunner), se dá conta que passou do limite do penhasco e ficou alguns segundos correndo sem chão. Temos a sensação de base até que olhamos para o chão e tomamos um susto: não há nada abaixo de nós! Assim que percebemos isso, começamos a cair e buscamos desesperadamente por outra base. Com a nova sensação de pés no chão (depois de uma promoção no trabalho ou uma bela noitada com a nova paixão), paramos de olhar para baixo. De fato, a sensação de segurança vem dessa ilusão, cegueira voluntária. A base dura, portanto, até o momento em que algo nos levanta as pálpebras, até que olhamos novamente para baixo e vemos que estamos há tempos andando sem chão.
Ora, nunca houve penhasco algum! Em nenhum momento de nossas vidas realmente estivemos em um chão seguro. A crise só acontece pois temos a sensação de perder algo que nunca tivemos. Desde nosso nascimento, estamos andando céu afora, sem porto seguro, sem referencial último, sem certezas absolutas, sem colo incondicional. Não precisamos nos desesperar quando a vida puxa nosso tapete e perdemos o chão: ele nunca existiu. (A mesma idéia se apresenta na instrução “Viva como se estivesse morto”: sem medo de perder a vida, pois não mais a tenho, posso finalmente viver).
Curiosamente, ao viver sem bases, ganhamos potência e intensidade. Enquanto buscávamos segurança, deixávamos um pé atrás diante dos mergulhos inevitáveis da vida – no outro, nas artes, no mundo e no amor. Agora, na espacialidade sem sustentação, nos jogamos inteiros, com força total. Já que nosso medo é virar nada, cessar de existir, não ser, corremos em sua direção e nos tornamos um imenso nada, para que tudo seja em nós. Tal processo levou Nietzsche a dizer:
“Vamos matar o espírito da gravidade!Eu aprendi a andar. Desde então, passei por mim a correr.Eu aprendi a voar. Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar.Agora sou leve, agora vôo, agora vejo por baixo de mim mesmo,agora um Deus dança em mim!”
Se desejamos percorrer o amor, frui-lo por dentro e ser levados por ele, não podemos fixar os pés, não podemos tocar o chão. É na suspensão, a mesma da posição sexual na cozinha, que nos livramos do medo. No chão, toda pisada esconde medo e esperança. No chão, os olhos se fecham, os pés hesitam: o calcanhar verifica a solidez, as pontas dos dedos conferem se não há um buraco logo a frente. Só andamos se o chão diz OK. Só amamos se confirmamos cada sentimento no outro. No chão, mal pisamos. Andamos torto.
Suspensos, olhamos para as nuvens abaixo. Abrimos os olhos e pisamos fundo. Nosso andar é confiante pois não faz checagens – os pés não buscam solidez. Não há medo de cair já que o chão inexiste. A queda só dói quando há chão. Queda sem chão tem outro nome: vôo. Amar é sair andando e de repente se descobrir voando. É o amor, não só a Marisa, que nos chama cantando: “Vem andar e voa… vem andar e voa”.
“Isto é amor: voar na direção de um céu secreto,fazer com que cem véus caiam a cada momento.Primeiro soltar-se da vidaE finalmente dar um passo sem pés.”– Rumi (poeta e sábio sufi)
Nossas histórias em desenhos - parte 3

Nossas histórias em desenhos - parte 2
Nossas histórias em desenhos - parte 1
E tudo começou com o "buraco de bala de canhão" no estômago, daquelas cenas que somente acontecem nos desenhos do Coiote. Coitado, acho q ele é uma representação totalmente feminina, correndo sempre atrás do Papa Léguas,caindo,explodindo,se esborrachando..etc etc...No final ele se levanta, espana a poeira e continua TUDO de novo!!Bem...voltando....
Um belo dia vc acorda e pensa: Não amo ninguém! Preciso amar! Preciso das borboletas saindo de mim...(Isso já foi tema de um outro post.)
Ouço uma música e não lembro de ninguém...
Será que vou me apaixonar novamente???????
15 de nov. de 2008
Desculpa...

Ana Carolina Composição: Fabrício Carpinejar
Te olho nos olhos e você reclama...
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi muito
profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...
Desculpa se te olho profundamente,
rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Onde ficam seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."
10 de nov. de 2008
Mais um texto de Clarice...

Uma história de borboletas.(http://www.verbeat.org/blogs/umbigodepaula/2007/10/uma-historia-de-borboletas.html)
6 de nov. de 2008
Escórpio - Eu controlo / Eu desejo

Bruxas,pero que los hay,hay

Como a Bruxa Ganhou a VassouraA imagem tão familiar hoje em dia de uma bruxa estava atravessando os céus noturnos em uma vassoura fez sua primeira aparição pública numa ilustração do século XV, no manuscrito Le Champion des Dames (O Campeão das Damas), do escritor suíço Martin Le Franc. Porém, as conotações mágicas das vassouras são muito mais antigas do que este desenho. Há muito as vassouras têm sido associadas à magia feminina e a mulheres poderosas. A certa altura transformaram-se no equivalente feminino do cajado mágico usado por Moisés para abrir o mar Vermelho.
Parteiras sagradas da antiga Roma varriam as soleiras das casas das parturientes, acreditando que assim espantariam os maus espíritos, afastando-os das mães e de seus bebês. Desde então, as vassouras foram revestidas de um poder simbólico para questões mundanas e grandiosas. Até bem recentemente, em certas regiões da Inglaterra, as mulheres deixavam suas vassouras do lado de fora ao ausentarem-se de casa. Alguns estudiosos supõem que a idéia por trás dessa prática era deixar um símbolo da dona-de-casa, para salvaguardar o lar. No país de Gales e entre os ciganos, a tradição determinava que, para selar os casamentos, os noivos deviam pular uma vassoura colocada na entrada da nova casa (Casais de feiticeiros modernos saltam sobre a vassoura como parte da cerimônia de casamento Wicca, chamado pacto)
Como símbolo de um passado pagão, a vassoura despertou hostilidade particular entre os cristãos caçadores de bruxas. Mas, contrariando a crença popular, poucas das confissões forjadas durante os julgamentos das bruxas mencionavam vassouras.
28 de out. de 2008
SAMBA LUZIA - SEXTA FEIRA
A Amizade (Djama Falcão / Bicudo / Cleber Augusto)
Amigo, hoje a minha inspiração
Se ligou em você
E em forma de samba
Mandou lhe dizer
Tâo outro argumento
Qual nesse nomento
Me faz penetrar
Por toda nossa amizade
Esclarecendo a verdade
Sem medo de agir
Em nossa intimidade
Você vai me ouvir
Foi bem cedo na vida que eu procurei
Encontrar novos rumos num mundo melhor
Com você fique certo que jamais falhei
Pois ganhei muita força tornando maior
A amizade...
Nem mesmo a força do tempo irá destruir
Somos verdade...
Nem mesmo este samba de amor pode nos resumir
Quero chorar o seu choro
Quero sorrir seu sorriso
Valeu por você existir amigo
Quero chorar o seu choro
Quero sorrir seu sorriso
Valeu por você existir amigo
18 de out. de 2008
Doidas e Santas
Martha Medeiros
'Estou no começo do meu desespero e só vejo dois caminhos: ou viro doida ou santa.'
Ele narra a inquietude de uma mulher que imagina que mais cedo ou mais
tarde um homem virá arrebatá-la, logo ela que está envelhecendo e está tomada pela
E encerra: 'De que modo vou abrir a janela, se não for doida? Como a
fecharei, se não for santa?'
Adélia é uma poeta danada de boa. E perspicaz. Como pode uma mulher buscar
de emoções fortes e apaziguar seu coração, então a santidade é a opção.
Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher
que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta
Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno
temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante.
Pois então. Também é louca. E fascina a todos. Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a última gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra...
Depois dessa, só conhecendo a poesia de Adélia Prado, é maravilhosa.
A SERENATA
Uma noite de lua pálida e gerânios
ele viria com boca e mãos incríveis
tocar flauta no jardim.
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobro
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
- só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?
Adélia Prado



