11 de set. de 2011

Asas...



Minha alma livre...
asas grandes brancas espantando as cinzas de um vulcão machista...
Quero pessoas de iniciativa,
por isso as asas asas batem forte...asas que varrem medo e covardia...

Prefiro meus próprios pés a me levar onde quero.
Escondo minhas asas durante o dia...
no meio dos humanos normais...
enlatados...
dentro do quadrado...
que assistem TV no domingo...
que tem medo de tumulto...
som alto,bebidas fortes,risadas altas e beijos desconhecidos...
Sou de uma cor diferente...
A maioria é cinza e bege...
Vivem de forma covarde...se escondem em casamentos infelizes e empregos seguros.



29 de mai. de 2011

Folha em branco





Estou alcançando um outro patamar ...com liberdade, paz, tranquilidade, vazio...


estou me sentindo uma "folha em branco"...



Deus só conseguirá criar se eu estiver pronta...
em branco...
caminho livre...
sem troncos...
sem pedras...
Poucas pessoas conseguem ....elas se misturam...
se embaralham e perdem a identidade.
Quem sou eu?
Quem é o outro?
Tipo a personagem Maggie em Noiva em Fuga...
ela comia os ovos igual aos noivos...
Vc já parou para pensar: como vc gosta de "comer seus ovos" ?













16 de mai. de 2011

VOLTEIIIIIII



Voltei....depois de um longo e tenebroso "inverno", resolvi voltar a exercitar minha criatividade.

Como maio é o meu mês de aniversário,estou ilustrando o post com um lindo TOURO!! rsrs

Amigo é a melhor coisa do mundoooo!!!!

Em homenagem a uma amiga segue um texto (do Luiz Fernando Verissimo) que fala de mulheres:

"Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém.

Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Flores também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquirem traços masculinos como rispidez e brutalidade.Respeite a natureza. Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia.

Não faça sombra sobre ela. Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda. Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay. Só tem mulher quem pode! "

4 de dez. de 2008

Torcida da vida

Recebi hj por email esse maravilhoso vídeo!

Ele dispensa qualquer comentário meu a respeito...

30 de nov. de 2008

Devolve, moço!!

Assisti ontem na TV a Ana Cañas cantando essa gracinha de música...para quem não conhece...segue letra....


Devolve, moço
Ana Cañas

Existe aqui uma mulher

Uma bruxa, uma princesa

Uma diva, que beleza!

Escolha o que quiser

Mas ande logo

Vá depressa

Nem se atreva

A pensar muito

O meu universo

Ainda despreza

Quem não sabe

O que quer...

Meu coração

Eu pus no bolso

Mas apareceu um moço

Que tirou ele dali

Não!

Isso não é engraçado

Um coração, assim, roubado

Bate muito acelerado...

Devolve, moço

Devolve, moço

O meu coração

No bolso...

A vida é AGORA!

A vida é AGORA, amanhã não nos pertence...Depois de dias de chuva, hj o sol volta a brilhar no Rio de Janeiro....E o nosso coração?? Não é assim??





Metamorfose Ambulante
Raul Seixas

Prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo...

Eu quero dizer

Agora o oposto

Do que eu disse antes

Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo...

Sobre o que é o amor

Sobre o que eu

Nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela

Amanhã já se apagou

Se hoje eu te odeio

Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor

Lhe tenho horror

Lhe faço amor

Eu sou um ator...

É chato chegar

A um objetivo num instante

Eu quero viver

Nessa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo...

Sobre o que é o amor

Sobre o que eu

Nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela

Amanhã já se apagou

Se hoje eu te odeio

Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor

Lhe tenho horror

Lhe faço amor

Eu sou um ator...

Eu vou desdizer

Aquilo tudo que eu

Lhe disse antes

Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo...

que ter aquela velha, velhaVelha, velha, velha

Opinião formada sobre tudo...

23 de nov. de 2008

Nossas histórias em desenhos - parte 4

Esse post é muito especial e muito delicado também, porque trata de sentimentos fortes e cheios de conflitos.
Então vou mostrar para vcs um belo texto do Gustavo Gitti:

Suspensão: agora é a cozinha que recepciona o êxtase. Começa metendo por cima da mesa de vidro, mas logo ele a levanta. Ali tudo faz sentido, tudo repousa. É a posição preferida dela: suspensa, entregue, sem nenhum pé no chão, menina e mulher, segurando e se soltando. Ele apoia o pé esquerdo na cadeira e com a coxa levanta a perna direita dela (a esquerda é sustentada pelo seu braço direito). Ela hesita, não sabe se ele aguentará o peso. Levemente, ele a joga para cima. Ela cai, ele fundo dentro. Ela confia. Não há mais por que hesitar.
O filósofo David Loy sugere a idéia de que nós evitamos o vazio (”avoid the void”), de que nosso medo e ansiedade surgem da possibilidade de nosso eu não ser real, de nossas identidades não serem tão sólidas como imaginamos. Segundo ele, buscamos existir e nos tornarmos reais por meio do dinheiro, da fama, do amor romântico e da tecnologia. Procuramos por alguma base para fixar os pés e ali nos sentimos protegidos. O pessoal do trabalho nos concede qualidades, nosso parceiro amoroso nos elogia, somos irresistíveis pelo MSN, compramos roupas e gadgets que nos deixam vivos diante da sociedade.
É impressionante como colocamos energia e vinculamos nossa felicidade a elementos impermanentes (uma pessoa, uma instituição, uma casa, uma cidade, nosso corpo): quando eles flutuam, oscilamos; quando desabam, morremos junto. Por termos medo de viver sem bases, nos agarramos a bases frágeis, como se elas fossem seguras e eternas.
Quando entramos em crise, somos como o Coiote (Wile E. Coyote) que, ao fugir do Papa-Léguas (RoadRunner), se dá conta que passou do limite do penhasco e ficou alguns segundos correndo sem chão. Temos a sensação de base até que olhamos para o chão e tomamos um susto: não há nada abaixo de nós! Assim que percebemos isso, começamos a cair e buscamos desesperadamente por outra base. Com a nova sensação de pés no chão (depois de uma promoção no trabalho ou uma bela noitada com a nova paixão), paramos de olhar para baixo. De fato, a sensação de segurança vem dessa ilusão, cegueira voluntária. A base dura, portanto, até o momento em que algo nos levanta as pálpebras, até que olhamos novamente para baixo e vemos que estamos há tempos andando sem chão.
Ora, nunca houve penhasco algum! Em nenhum momento de nossas vidas realmente estivemos em um chão seguro. A crise só acontece pois temos a sensação de perder algo que nunca tivemos. Desde nosso nascimento, estamos andando céu afora, sem porto seguro, sem referencial último, sem certezas absolutas, sem colo incondicional. Não precisamos nos desesperar quando a vida puxa nosso tapete e perdemos o chão: ele nunca existiu. (A mesma idéia se apresenta na instrução “Viva como se estivesse morto”: sem medo de perder a vida, pois não mais a tenho, posso finalmente viver).
Curiosamente, ao viver sem bases, ganhamos potência e intensidade. Enquanto buscávamos segurança, deixávamos um pé atrás diante dos mergulhos inevitáveis da vida – no outro, nas artes, no mundo e no amor. Agora, na espacialidade sem sustentação, nos jogamos inteiros, com força total. Já que nosso medo é virar nada, cessar de existir, não ser, corremos em sua direção e nos tornamos um imenso nada, para que tudo seja em nós. Tal processo levou Nietzsche a dizer:
“Vamos matar o espírito da gravidade!Eu aprendi a andar. Desde então, passei por mim a correr.Eu aprendi a voar. Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar.Agora sou leve, agora vôo, agora vejo por baixo de mim mesmo,agora um Deus dança em mim!”
Se desejamos percorrer o amor, frui-lo por dentro e ser levados por ele, não podemos fixar os pés, não podemos tocar o chão. É na suspensão, a mesma da posição sexual na cozinha, que nos livramos do medo. No chão, toda pisada esconde medo e esperança. No chão, os olhos se fecham, os pés hesitam: o calcanhar verifica a solidez, as pontas dos dedos conferem se não há um buraco logo a frente. Só andamos se o chão diz OK. Só amamos se confirmamos cada sentimento no outro. No chão, mal pisamos. Andamos torto.
Suspensos, olhamos para as nuvens abaixo. Abrimos os olhos e pisamos fundo. Nosso andar é confiante pois não faz checagens – os pés não buscam solidez. Não há medo de cair já que o chão inexiste. A queda só dói quando há chão. Queda sem chão tem outro nome: vôo. Amar é sair andando e de repente se descobrir voando. É o amor, não só a Marisa, que nos chama cantando: “Vem andar e voa… vem andar e voa”.

“Isto é amor: voar na direção de um céu secreto,fazer com que cem véus caiam a cada momento.Primeiro soltar-se da vidaE finalmente dar um passo sem pés.”– Rumi (poeta e sábio sufi)