30 de nov. de 2008

Devolve, moço!!

Assisti ontem na TV a Ana Cañas cantando essa gracinha de música...para quem não conhece...segue letra....


Devolve, moço
Ana Cañas

Existe aqui uma mulher

Uma bruxa, uma princesa

Uma diva, que beleza!

Escolha o que quiser

Mas ande logo

Vá depressa

Nem se atreva

A pensar muito

O meu universo

Ainda despreza

Quem não sabe

O que quer...

Meu coração

Eu pus no bolso

Mas apareceu um moço

Que tirou ele dali

Não!

Isso não é engraçado

Um coração, assim, roubado

Bate muito acelerado...

Devolve, moço

Devolve, moço

O meu coração

No bolso...

A vida é AGORA!

A vida é AGORA, amanhã não nos pertence...Depois de dias de chuva, hj o sol volta a brilhar no Rio de Janeiro....E o nosso coração?? Não é assim??





Metamorfose Ambulante
Raul Seixas

Prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo...

Eu quero dizer

Agora o oposto

Do que eu disse antes

Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo...

Sobre o que é o amor

Sobre o que eu

Nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela

Amanhã já se apagou

Se hoje eu te odeio

Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor

Lhe tenho horror

Lhe faço amor

Eu sou um ator...

É chato chegar

A um objetivo num instante

Eu quero viver

Nessa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo...

Sobre o que é o amor

Sobre o que eu

Nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela

Amanhã já se apagou

Se hoje eu te odeio

Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor

Lhe tenho horror

Lhe faço amor

Eu sou um ator...

Eu vou desdizer

Aquilo tudo que eu

Lhe disse antes

Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo...

que ter aquela velha, velhaVelha, velha, velha

Opinião formada sobre tudo...

23 de nov. de 2008

Nossas histórias em desenhos - parte 4

Esse post é muito especial e muito delicado também, porque trata de sentimentos fortes e cheios de conflitos.
Então vou mostrar para vcs um belo texto do Gustavo Gitti:

Suspensão: agora é a cozinha que recepciona o êxtase. Começa metendo por cima da mesa de vidro, mas logo ele a levanta. Ali tudo faz sentido, tudo repousa. É a posição preferida dela: suspensa, entregue, sem nenhum pé no chão, menina e mulher, segurando e se soltando. Ele apoia o pé esquerdo na cadeira e com a coxa levanta a perna direita dela (a esquerda é sustentada pelo seu braço direito). Ela hesita, não sabe se ele aguentará o peso. Levemente, ele a joga para cima. Ela cai, ele fundo dentro. Ela confia. Não há mais por que hesitar.
O filósofo David Loy sugere a idéia de que nós evitamos o vazio (”avoid the void”), de que nosso medo e ansiedade surgem da possibilidade de nosso eu não ser real, de nossas identidades não serem tão sólidas como imaginamos. Segundo ele, buscamos existir e nos tornarmos reais por meio do dinheiro, da fama, do amor romântico e da tecnologia. Procuramos por alguma base para fixar os pés e ali nos sentimos protegidos. O pessoal do trabalho nos concede qualidades, nosso parceiro amoroso nos elogia, somos irresistíveis pelo MSN, compramos roupas e gadgets que nos deixam vivos diante da sociedade.
É impressionante como colocamos energia e vinculamos nossa felicidade a elementos impermanentes (uma pessoa, uma instituição, uma casa, uma cidade, nosso corpo): quando eles flutuam, oscilamos; quando desabam, morremos junto. Por termos medo de viver sem bases, nos agarramos a bases frágeis, como se elas fossem seguras e eternas.
Quando entramos em crise, somos como o Coiote (Wile E. Coyote) que, ao fugir do Papa-Léguas (RoadRunner), se dá conta que passou do limite do penhasco e ficou alguns segundos correndo sem chão. Temos a sensação de base até que olhamos para o chão e tomamos um susto: não há nada abaixo de nós! Assim que percebemos isso, começamos a cair e buscamos desesperadamente por outra base. Com a nova sensação de pés no chão (depois de uma promoção no trabalho ou uma bela noitada com a nova paixão), paramos de olhar para baixo. De fato, a sensação de segurança vem dessa ilusão, cegueira voluntária. A base dura, portanto, até o momento em que algo nos levanta as pálpebras, até que olhamos novamente para baixo e vemos que estamos há tempos andando sem chão.
Ora, nunca houve penhasco algum! Em nenhum momento de nossas vidas realmente estivemos em um chão seguro. A crise só acontece pois temos a sensação de perder algo que nunca tivemos. Desde nosso nascimento, estamos andando céu afora, sem porto seguro, sem referencial último, sem certezas absolutas, sem colo incondicional. Não precisamos nos desesperar quando a vida puxa nosso tapete e perdemos o chão: ele nunca existiu. (A mesma idéia se apresenta na instrução “Viva como se estivesse morto”: sem medo de perder a vida, pois não mais a tenho, posso finalmente viver).
Curiosamente, ao viver sem bases, ganhamos potência e intensidade. Enquanto buscávamos segurança, deixávamos um pé atrás diante dos mergulhos inevitáveis da vida – no outro, nas artes, no mundo e no amor. Agora, na espacialidade sem sustentação, nos jogamos inteiros, com força total. Já que nosso medo é virar nada, cessar de existir, não ser, corremos em sua direção e nos tornamos um imenso nada, para que tudo seja em nós. Tal processo levou Nietzsche a dizer:
“Vamos matar o espírito da gravidade!Eu aprendi a andar. Desde então, passei por mim a correr.Eu aprendi a voar. Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar.Agora sou leve, agora vôo, agora vejo por baixo de mim mesmo,agora um Deus dança em mim!”
Se desejamos percorrer o amor, frui-lo por dentro e ser levados por ele, não podemos fixar os pés, não podemos tocar o chão. É na suspensão, a mesma da posição sexual na cozinha, que nos livramos do medo. No chão, toda pisada esconde medo e esperança. No chão, os olhos se fecham, os pés hesitam: o calcanhar verifica a solidez, as pontas dos dedos conferem se não há um buraco logo a frente. Só andamos se o chão diz OK. Só amamos se confirmamos cada sentimento no outro. No chão, mal pisamos. Andamos torto.
Suspensos, olhamos para as nuvens abaixo. Abrimos os olhos e pisamos fundo. Nosso andar é confiante pois não faz checagens – os pés não buscam solidez. Não há medo de cair já que o chão inexiste. A queda só dói quando há chão. Queda sem chão tem outro nome: vôo. Amar é sair andando e de repente se descobrir voando. É o amor, não só a Marisa, que nos chama cantando: “Vem andar e voa… vem andar e voa”.

“Isto é amor: voar na direção de um céu secreto,fazer com que cem véus caiam a cada momento.Primeiro soltar-se da vidaE finalmente dar um passo sem pés.”– Rumi (poeta e sábio sufi)

Nossas histórias em desenhos - parte 3



Ahhhhhhh, vc pensou que ia durar muito a fase "Alice"... Acorda menina!!!!
Não, não....um belo dia a voz fica desanimada no telefone... diminuem os apelidinhos... já não temos tanto tempo juntos!!
Já sei!!! Vc acaba de sentir saudades do "buraco "??????? Tarde demais Honey!!!
Bilhetes escritos em rocha, como no desenho dos Flinstones...palavras duras como pedras :(
Só restam as amigas para ouvir as reclamações, os chorôros...
Atenção em Brasília, 22h 30 min - ele não te ligou!

Nossas histórias em desenhos - parte 2


Aconteceu!!!!
Vc se apaixonou!!!
Saiu de casa, sem pretensão, um passeio inocente...olho no olho...TCHUM! O amor bateu!!
Ai ,minha amiga,vc oscila entre a Alice,o coelho e principalmente o Chapeleiro louco.
Um mundo mágico e secreto surge a sua frente...Castelos são criados!

Nossas histórias em desenhos - parte 1

E tudo começou com o "buraco de bala de canhão" no estômago, daquelas cenas que somente acontecem nos desenhos do Coiote. Coitado, acho q ele é uma representação totalmente feminina, correndo sempre atrás do Papa Léguas,caindo,explodindo,se esborrachando..etc etc...No final ele se levanta, espana a poeira e continua TUDO de novo!!
Bem...voltando....
Um belo dia vc acorda e pensa: Não amo ninguém! Preciso amar! Preciso das borboletas saindo de mim...(Isso já foi tema de um outro post.)
Ouço uma música e não lembro de ninguém...
Será que vou me apaixonar novamente???????

15 de nov. de 2008

Desculpa...


Desculpa...


Ana Carolina Composição: Fabrício Carpinejar


Te olho nos olhos e você reclama...
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi muito
profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...
Desculpa se te olho profundamente,
rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Onde ficam seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."